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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Uma pequena avaliação da obra

A obra Capitães da Areia foi escrita por Jorge Amado durante a primeira fase de sua carreira de onde podemos observar com nitidez a preocupação do autor com o contexto social baiano da época (época da ditadura militar), com um foco peculiar nos meninos de rua de Salvador. Em referência a esse período, o autor descreve as autoridades no geral e inclusive o clero como personagens opressores, com exceção ao Padre José Pedro que é um dos poucos que tenta ajudar os Capitães de Areia. Jorge Amado desenvolve sua trama, descrevendo o grupo Capitães da Areia como heróis atingindo o patamar de heróis como Robin Hood. A obra no geral tem predominância quanto às preocupações sociais, porém também vemos nitidamente como os problemas existenciais de cada um dos garotos do bando os fazem personagens únicos e corajosos, apesar de viverem em um contexto social de opressão.
A narrativa se desenrola no Trapiche (hoje Solar do Unhão e o Museu de Arte Moderna); no Terreiro de Jesus (na época era lugar de destaque comercial de Salvador); onde os meninos circulavam na esperança de conseguirem dinheiro e comida devido ao trânsito de pessoas que trabalhavam lá e passavam por lá; no Corredor da Vitória área nobre de Salvador, local visado pelo grupo porque lá habitavam as pessoas da alta sociedade baiana.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Clipe sobre o estatuto da infância e adolescência

Este clipe foi feito no intuito de informar sobre alguns pontos importantes encontrados no estatuto da infância e adolescência e fazer com abramos os olhos quanto aos problemas enfrentados pelas crianças que vivem na rua e/ou não tem condições dignas de existência.

Sinopse do filme "Os incompreendidos"
Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) é o filho negligenciado de Gilberte Doinel (Claire Maurier), que parece ter tempo para tudo menos o bem-estar da criança. Julien Doinel (Albert Rémy) não é o pai biológico, mas cria o menino como se fosse seu filho. Gilberte está tendo um caso e não se surpreende quando, por acaso, Julien fica sabendo que Antoine não está indo à aula, pois ela sabia que na hora do colégio o filho a tinha visto com seu amante.
A situação se agrava quando Antoine, para justificar sua ausência no colégio, "mata" a mãe. Quando seus pais aparecem na escola, a verdade é descoberta e Julien o esbofeteia na frente de seus colegas. Após isto ele foge de casa e arruma um lugar para dormir. Paralelamente seus pais culpam um ao outro pelo comportamento dele, após lerem a carta na qual ele se despede. No outro dia Antoine vai à escola normalmente.
Lá sua mãe o encontra e se mostra preocupada por ele ter passado a noite em uma gráfica. Ela alegremente o aceita de volta, mas os problemas não acabam. Antoine se desentende com um professor, que o acusa de plagiar Balzac. Como ele odeia a escola, sai de casa de novo e para viver é obrigado a fazer pequenos roubos.
(www.odorocinema.com)
François Truffaut (Paris, 6 de Fevereiro de 1932Neuilly-sur-Seine, 21 de Outubro de 1984) foi um cineasta francês. Um dos fundadores do movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague e um dos maiores ícones da história do cinema do século XX, em quase 25 anos de carreira como diretor Truffaut dirigiu 26 filmes, conseguindo conciliar um grande sucesso de público e de crítica na maior parte deles. Os temas principais de sua obra foram as mulheres, a paixão e a infância. Além da direção cinematográfica, ele foi também roteirista, produtor e ator.

Infância

François Truffaut nasceu no início dos anos 1930, filho de Roland Lévy e Jeanine de Montferrand. O garoto jamais conheceu o pai biológico e foi criado pelos avós maternos - já que a mãe o rejeitara. O avô era um homem rígido, enquanto a avó despertou no menino a paixão pela literatura e música. Com sete anos, François viu o primeiro filme no cinema, Paradis perdu, de Abel Gance. Dali em diante, interessou-se assiduamente pela sétima arte. Aos 10 anos, François perdeu a avó e foi morar com a mãe, que estava casada com Roland Truffaut, um arquiteto católico.
Este acabou registrando o garoto com o seu sobrenome. Foi o período mais difícil da infância de Truffaut. Rechaçado tanto pelo pai adotivo quanto pela mãe, seu espírito rebelde transformou-o em um mau aluno na escola e induziu-o a cometer alguns atos de deliquência, como pequenos furtos. Esta fase de convívio com os pais inspiraria Truffaut em seu primeiro trabalho cinematográfico, o autobiográfico
Os Incompreendidos/Os 400 golpes.
Naquele tempo, François Truffaut costumava matar aula para assistir a muitos filmes secretamente, muitas vezes com o colega de classe Robert Lachenay, seu grande amigo na infância. Aos 14, Truffaut abandonou a escola definitivamente e passou a viver de pequenos trabalhos e alguns furtos. A paixão pelo cinema fez o jovem Truffaut fundar, em
1947, um cine-clube, chamado "Cercle cinémane". Aquela era uma época de enorme efervencência cultural na França pós-II Guerra Mundial, e os cineclubes, lotados, eram o local para se assistir às projeções e discuti-las depois. Mas o "Cercle" não teria vida longa, já que ele concorria com o"Travail et culture", cine-clube do escritor e crítico de cinema André Bazin. Bazin soube que o "Cercle" estava à beira da falência e foi conhecer Truffaut. Sensibilizado com o menino cinéfilo, o crítico tornar-se-ia uma espécie de "pai" para François.
A influência de Bazin na vida de François Truffaut foi decisiva. O jovem tornou-se autodidata, esforçando-se para ver três filmes por dia e ler três livros por semana. Ele até chegou a fazer um acordo com o pai adotivo, que lhe custearia despesas derivadas de sua vida cinéfila.
Em troca, Roland Truffaut exigiu que François arrumasse um emprego estável e abandonasse o seu cine-clube de vez. Mas o garoto descumpriu o acordo, e Roland Truffaut internou-o em um reformatório juvenil de
Villejuif, e passou sua custódia para a polícia. Os psicólogos do reformatório contactaram Andre Bazin, que prometeu dar um emprego a François no "Travail et culture". Sob liberdade condicional, Truffaut foi internado em um lar religioso de Versailles, mas seis meses depois foi expulso por mau.
(pt.wikipedia.org/wiki/François_Truffaut)

AÇÕES CONTRA AS DESIGUALDADES SOCIAIS

AÇÕES INDIVIDUAIS

http://ongmds.blogspot.com/


ACÕES NACIONAIS

Ministério do Desenvovimento Social e combate a Fome - MDS

http://www.mds.gov.br/


AÇÕES INTERNACIONAIS

UNICEF

http://www.unicef.org/brazil/pt/

Liberdade

A liberdade é explicitade de uma maneira muito linda, no livro de Jorge Amado"Capitães da Areia".Essa liberdade defendida nas histórias narradas no livro, alude de uma forma rica e delicada como as ruas de Salvador eram os cenários de histórias de meninos que se imbricavam e e se separavam ao mesmo tempo. Meninos valentes e destemidos pela força insuperável de viver e deixar sua marca de luta, de honra e de amor. Os capitães da Areia é uma obra literária brasileira de uma preciosidade muito grande, pois, nela encontramos relatos e histórias que remontam a sociedade daquela época de uma maneira fascinante e contagiosa.
Capitães da Areia

De um inicio atribulado a uma carreia de sucessos , assim se resume a crônica de Capitães da Areia , hoje uma das obras mais apreciadas por seus leitores tanto no Brasil quanto no exterior.Publicada em 1937, pouco depois de implantado o Estado Novo, o livro teve a primeira edição apreendida e exemplares queimados em praça pública de Salvador por autoridades da ditadura . Mas como Fênix , ressurgiu das cinzas quando a nova ediçao em 1944 marcou época na vida literária barsileira . A partir de então sucederam-se as ediçoes ,nacionais em idiomas estrangeiros , e as adptações para rádio , teatro e cinema . Patético documento sobre a vida dos meninos abandonados nas ruas de Salvador, Jorge Amado a descreve em paginas carregadas de uma beleza, dramaticidade e lirismo poucas vezes igualadas na literatura universal.Dividido em três partes o livro atinge o clímax inesquecível no capítulo"Canção da Bahia, Canção da Liberdade "em que é narrado a emocionante despedida de um dos personagens da história , marcante criação do autor , que se afasta dos seus queridos Capitães da Areia " na noite misteriosa das macumbas , enquanto os atabaques ressoam como clarins de guerra" (Jorge Amado 1912-2001.Capitães da Areia romance ; ilustraçoes.115 edição Rio de Janeiro.Record , 2004)