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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Clipe sobre o estatuto da infância e adolescência

Este clipe foi feito no intuito de informar sobre alguns pontos importantes encontrados no estatuto da infância e adolescência e fazer com abramos os olhos quanto aos problemas enfrentados pelas crianças que vivem na rua e/ou não tem condições dignas de existência.

Sinopse do filme "Os incompreendidos"
Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) é o filho negligenciado de Gilberte Doinel (Claire Maurier), que parece ter tempo para tudo menos o bem-estar da criança. Julien Doinel (Albert Rémy) não é o pai biológico, mas cria o menino como se fosse seu filho. Gilberte está tendo um caso e não se surpreende quando, por acaso, Julien fica sabendo que Antoine não está indo à aula, pois ela sabia que na hora do colégio o filho a tinha visto com seu amante.
A situação se agrava quando Antoine, para justificar sua ausência no colégio, "mata" a mãe. Quando seus pais aparecem na escola, a verdade é descoberta e Julien o esbofeteia na frente de seus colegas. Após isto ele foge de casa e arruma um lugar para dormir. Paralelamente seus pais culpam um ao outro pelo comportamento dele, após lerem a carta na qual ele se despede. No outro dia Antoine vai à escola normalmente.
Lá sua mãe o encontra e se mostra preocupada por ele ter passado a noite em uma gráfica. Ela alegremente o aceita de volta, mas os problemas não acabam. Antoine se desentende com um professor, que o acusa de plagiar Balzac. Como ele odeia a escola, sai de casa de novo e para viver é obrigado a fazer pequenos roubos.
(www.odorocinema.com)
François Truffaut (Paris, 6 de Fevereiro de 1932Neuilly-sur-Seine, 21 de Outubro de 1984) foi um cineasta francês. Um dos fundadores do movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague e um dos maiores ícones da história do cinema do século XX, em quase 25 anos de carreira como diretor Truffaut dirigiu 26 filmes, conseguindo conciliar um grande sucesso de público e de crítica na maior parte deles. Os temas principais de sua obra foram as mulheres, a paixão e a infância. Além da direção cinematográfica, ele foi também roteirista, produtor e ator.

Infância

François Truffaut nasceu no início dos anos 1930, filho de Roland Lévy e Jeanine de Montferrand. O garoto jamais conheceu o pai biológico e foi criado pelos avós maternos - já que a mãe o rejeitara. O avô era um homem rígido, enquanto a avó despertou no menino a paixão pela literatura e música. Com sete anos, François viu o primeiro filme no cinema, Paradis perdu, de Abel Gance. Dali em diante, interessou-se assiduamente pela sétima arte. Aos 10 anos, François perdeu a avó e foi morar com a mãe, que estava casada com Roland Truffaut, um arquiteto católico.
Este acabou registrando o garoto com o seu sobrenome. Foi o período mais difícil da infância de Truffaut. Rechaçado tanto pelo pai adotivo quanto pela mãe, seu espírito rebelde transformou-o em um mau aluno na escola e induziu-o a cometer alguns atos de deliquência, como pequenos furtos. Esta fase de convívio com os pais inspiraria Truffaut em seu primeiro trabalho cinematográfico, o autobiográfico
Os Incompreendidos/Os 400 golpes.
Naquele tempo, François Truffaut costumava matar aula para assistir a muitos filmes secretamente, muitas vezes com o colega de classe Robert Lachenay, seu grande amigo na infância. Aos 14, Truffaut abandonou a escola definitivamente e passou a viver de pequenos trabalhos e alguns furtos. A paixão pelo cinema fez o jovem Truffaut fundar, em
1947, um cine-clube, chamado "Cercle cinémane". Aquela era uma época de enorme efervencência cultural na França pós-II Guerra Mundial, e os cineclubes, lotados, eram o local para se assistir às projeções e discuti-las depois. Mas o "Cercle" não teria vida longa, já que ele concorria com o"Travail et culture", cine-clube do escritor e crítico de cinema André Bazin. Bazin soube que o "Cercle" estava à beira da falência e foi conhecer Truffaut. Sensibilizado com o menino cinéfilo, o crítico tornar-se-ia uma espécie de "pai" para François.
A influência de Bazin na vida de François Truffaut foi decisiva. O jovem tornou-se autodidata, esforçando-se para ver três filmes por dia e ler três livros por semana. Ele até chegou a fazer um acordo com o pai adotivo, que lhe custearia despesas derivadas de sua vida cinéfila.
Em troca, Roland Truffaut exigiu que François arrumasse um emprego estável e abandonasse o seu cine-clube de vez. Mas o garoto descumpriu o acordo, e Roland Truffaut internou-o em um reformatório juvenil de
Villejuif, e passou sua custódia para a polícia. Os psicólogos do reformatório contactaram Andre Bazin, que prometeu dar um emprego a François no "Travail et culture". Sob liberdade condicional, Truffaut foi internado em um lar religioso de Versailles, mas seis meses depois foi expulso por mau.
(pt.wikipedia.org/wiki/François_Truffaut)

AÇÕES CONTRA AS DESIGUALDADES SOCIAIS

AÇÕES INDIVIDUAIS

http://ongmds.blogspot.com/


ACÕES NACIONAIS

Ministério do Desenvovimento Social e combate a Fome - MDS

http://www.mds.gov.br/


AÇÕES INTERNACIONAIS

UNICEF

http://www.unicef.org/brazil/pt/

Liberdade

A liberdade é explicitade de uma maneira muito linda, no livro de Jorge Amado"Capitães da Areia".Essa liberdade defendida nas histórias narradas no livro, alude de uma forma rica e delicada como as ruas de Salvador eram os cenários de histórias de meninos que se imbricavam e e se separavam ao mesmo tempo. Meninos valentes e destemidos pela força insuperável de viver e deixar sua marca de luta, de honra e de amor. Os capitães da Areia é uma obra literária brasileira de uma preciosidade muito grande, pois, nela encontramos relatos e histórias que remontam a sociedade daquela época de uma maneira fascinante e contagiosa.
Capitães da Areia

De um inicio atribulado a uma carreia de sucessos , assim se resume a crônica de Capitães da Areia , hoje uma das obras mais apreciadas por seus leitores tanto no Brasil quanto no exterior.Publicada em 1937, pouco depois de implantado o Estado Novo, o livro teve a primeira edição apreendida e exemplares queimados em praça pública de Salvador por autoridades da ditadura . Mas como Fênix , ressurgiu das cinzas quando a nova ediçao em 1944 marcou época na vida literária barsileira . A partir de então sucederam-se as ediçoes ,nacionais em idiomas estrangeiros , e as adptações para rádio , teatro e cinema . Patético documento sobre a vida dos meninos abandonados nas ruas de Salvador, Jorge Amado a descreve em paginas carregadas de uma beleza, dramaticidade e lirismo poucas vezes igualadas na literatura universal.Dividido em três partes o livro atinge o clímax inesquecível no capítulo"Canção da Bahia, Canção da Liberdade "em que é narrado a emocionante despedida de um dos personagens da história , marcante criação do autor , que se afasta dos seus queridos Capitães da Areia " na noite misteriosa das macumbas , enquanto os atabaques ressoam como clarins de guerra" (Jorge Amado 1912-2001.Capitães da Areia romance ; ilustraçoes.115 edição Rio de Janeiro.Record , 2004)

domingo, 31 de outubro de 2010

Uma pequena análise intertextual entre o livro "Os capitães da Areia" e o filme "Os Esquecidos"

O filme os Esquecidos se passa na cidade do México em 1950. O filme é baseado em fatos reais e todos os personagens são verdadeiros. Considerada uma grande cidade moderna, o México esconde atrás de suas riquezas lares atingido pela pobreza, crianças sem alimentação, saúde e escola. Todos estes aspectos impulsionam as crianças e adolescentes a se tornarem delinqüentes. Algumas destas crianças até possuem família como o personagem Pedro. Porém sua mãe possui outros três filhos além dele, trabalha o dia todo para conseguir levar um pouco de comida para casa. Sendo difícil dividir comida e atenção, ela não dá a mínima para Pedro, quanto menos filhos melhor. Ele só queria atenção e carinho de sua mãe. Ele pede o amor dela, diz que quer melhorar seu comportamento, mas não sabe como. O filme mostra também um garoto que fica aguardando o seu pai o dia todo, porém ele não aparece. Isto era comum ocorrer, pois as famílias possuíam muitas bocas para alimentar e nenhuma condição para isto. Nós podemos ver claramente a intertextualidade do filme “Os Esquecidos” com o livro “Capitães da Areia”. Este livro foi escrito em 1937 por Jorge Amado. Ele retrata a vida de um bando de meninos abandonados que vivem em Salvador e praticam assaltos para poder se alimentar e sobreviver. Alguns também como o personagem Pedro do filme, já possuíram família algum dia, mas foram abandonados ou tiveram que abandoná-la por algum motivo, como ser espancado ou mesmo falta de amor. Tanto no filme quanto no livro os meninos são vistos pela sociedade como delinqüentes, vagabundos, devendo todos serem presos para que as ruas fiquem limpas e livres deles. O que praticamente ninguém vê, é que apesar de se comportarem na maioria das vezes como adultos, fumando, bebendo ou se envolvendo com mulheres, eles não passam de crianças carentes, não só de alimentação, mais principalmente de carinho, carinho de pai, carinho de mãe, carinho de qualquer um, simplesmente carinho. É necessário ver além da rebeldia, tentar compreender o que eles estão fazendo nas ruas. Será que eles estão ali porque querem? Eles praticam os delitos porque querem? Será que existe alguma outra perspectiva de vida para eles? São questionamentos a serem refletidos.